Por Jurandir Pacheco, em
2 de setembro de 2010 às 10h45. 49 Comentários.
Finalmente foram disponibilizados na internet os primeiros scans da revista britânica de cinema Empire. Como informamos
ontem, a nova edição da revista traz uma prévia especial sobre "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte I" com entrevistas com os
atores, fotos inéditas dos bastidores, do filme e photoshoots.
Ontem foram divulgadas duas fotos de cenas importantes de "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte I". Hoje, até agora, foram divulgados 8 scans incluindo o da capa. Confira todos através dos seguintes links:
Ser Daniel Radcliffe deve ser bizarro. De um lado, ele é uma estrela mundialmente conhecida. Um jovem que pode viver bem financeiramente por toda a vida mesmo que escolha nunca mais trabalhar. Do outro, ele parece ser absolutamente sem ego, um exuberante e eterna figura em constante perigo de ser ultrapassado pelos seus próprios pensamentos. Ainda frágil e com a aparência de um garoto, ele está a um mundo de distancia de super-heróis, homens do espaço e espiões, enquanto nós esperamos para ver o maior filme de toda a série. Ele não age como uma estrela. Seu camarim é cercado de livros. Em uma parede está uma estranha coleção colorida de pinturas, desenhos e nomes rabiscados. Ou até mesmo pôsteres com suas próprias caretas neles. “Para o meu aniversário desse ano” – diz ele – “A idéia era pegar várias pessoas do elenco para fazermos algo, e isso foi se tornando uma obra-prima! Eu não estou certo disso, mas eu a amo, pois conheço todos que estão aqui.”
A alegria e a energia de Radcliffe estão certamente presentes quando a Empire encontrou-se com ele durante nossa terceira visita ao set de Harry Potter e as Relíquias da Morte, em março de 2010.
Como o bruxo principal do filme, Radcliffe naturalmente trabalhou mais dias nas seis prévias dos filmes (cerca de 150 dias cada), desde o envolvimento do filme, e Radcliffe estava em quase todas as cenas. “Os primeiros dois ou três meses foram todos inúteis, mas então depois disso, por trás dos estúdios você ganha um ritmo muito, muito rápido. E então você mal percebe o tempo passar, para ser honesto.”
A parte I e a parte II de Relíquias da Morte apresentam furos de enredo. O FILME APRESENTA Radcliffe com algumas cenas quase impossíveis: uma caminhada para a morte certa, e um estranho encontro após a morte em um lugar que parece ser a estação de King’s Cross. “Eu tive que aumentar a mim mesmo nessas duas cenas. Elas são as duas que eu tenho que ser o melhor.” – diz Daniel – “Nós filmamos em um estúdio branco, mas eles inseriram uma fantasmagórica King’s Cross posteriormente.” O final de Potter, em outras palavras, vai a um lugar que não conhecemos ainda. A primeira parte será uma grande jornada, quase que totalmente fora de Hogwarts, em que o trio Harry, Rony e Hermione estão fugindo de Voldemort e seus comensais da morte com um grande toque de suspense; a segunda parte mostra a escola em entulhos durante a batalha de Voldemort.
Durante Agosto de 2009, a Empire visitou o set de Harry Potter e presenciou uma cena particularmente complexa, na qual Harry e seus amigos bebem Poção Polisuco para se transformarem em cópias de Harry. O plano é que todos deixem a Rua dos Alfeneiros indo em diferentes direções. “Eu estou tão contente por você ter visto isso!” – dizia ele – “Nós fizemos 95 tomadas dessa cena. Estávamos apostando quantas tomadas seriam, mas ninguém ganhou, pois ninguém achava que seriam tantas. Mas no fim do dia eles nos mostraram uma versão inicial da cena, e ficou simplesmente brilhante! Normalmente, quando você se depara com essa coisa de dois filmes para uma mesma trama, fica muito ciente de que eles não vão se comunicar de forma fácil, levando em conta que nessa cena está tudo se sobrepondo e todo mundo se ultrapassando. É sem dúvida um bom início. Mas aqui vai minha dúvida: "Por quê Harry não se transforma em alguém diferente já que todos se transformaram nele? Estávamos todos imaginando; nós não poderíamos resolver isso no set."
A trama se finca de maneira à parte, esse filme - Parte II em particular - apresenta Radcliffe com um par de cenas quase impossíveis: uma caminhada à indubitável morte, e um estranho encontro na vida após a morte no que parece ser a estação King's Cross. "Eu estive me preparando para essas duas cenas durante todo o filme. São essas duas as que tenho que fazer direito. Eu não acho que eu provavelmente fiz essas duas de maneira brilhante no final, porque eu estava sempre pressionando a mim mesmo, o que é bem estúpido", disse ele com característica autodesaprovação. "Nós a filmamos em um espaço branco, mas eles vão inserir uma King's Cross espectral na edição. Health & Safety esteve lá, falando às pessoas que elas tinham que usar óculos escuros porque era um brilho branco muito forte."
O final de Potter, em outras palavras, vai para lugares nunca vistos antes. E se a Parte I é uma jornada episódica ("Jo Rowling me escreveu um nota quando ela estava escrevendo o último livro, e disse que era um filme de estrada bizarro, absolutamente preciso"), a Parte II vai ser muito maior em escala; o diretor David Yates a acha lírica. Radcliffe parece preocupado. "Lírica? David disse isso? Ele não me falou sobre isso. Eu suponho que há lirismo na parte em que eu tenho 20 minutos para morrer e então, subitamente, me nego a isso, e assim tenho uma morte épica. A segunda parte é apenas uma perseguição implacável que se transforma em uma batalha e não para; você apenas tem uma chance de recuperar o fôlego. A batalha de Hogwarts, basicamente, é a segunda metade do último filme, e é incrível! No pátio há uma pilha enorme de entulho, você quase deseja que tanques Panzer passem sobre isso. Parecia o filme perfeito da Segunda Guerra Mundial. O que há de bom sobre Potter é que nós sempre conseguimos manter a história e os personagens como foco, mesmo quando a ação é em torno deles, por isso tenho esperança de que nós seremos capazes de permanecer fiel a isso. Estou certo de que seremos".
Então, este é Harry adulto? "Alguém disse para mim outro dia 'Este é o ponto em que Harry se torna um homem?', e o negócio é, eu não acho que ele faz isso nesse filme, porque a questão é, ele ainda tem 17. Quero dizer, Voldemort me deixa nocauteado, e é isto o que o faz agir desta maneira: o fato de que Harry ainda é uma criança e o está tirando do sério. Ver ele brutalizando e desesperadamente tentando matar um garoto de 17 anos esperançosamente irá agitar algumas pessoas."
Radcliffe não é o único a enfrentar este forte drama. O Rony de Rupert Grint, por seis filmes trazendo uma veia cômica à série, desa vez traz um trabalho totalmente novo. O diretor David Yates diz, "Quando você vê a [Relíquias da Morte] parte 1, é realmente intrigane, porque Rupert, que sempre ficou com as partes engraçadas, interpreta cenas com muita densidade emocional."
Rupert, falando com a Empire logo depois do fim das filmagens, concorda: "É difícil para Rony, acho, pois se ele quiser ser um amigo leal, significa que ele terá de sacrificar o convívio com a família, e isso é algo que o preocupa. Você começa a notar esta paranoia a partir do momento em que ele vê Hermione e Harry se aproximando e ele não está totalmente confiando na força de Harry. As coisas começam a esquentar aí. Mas, pelo fato de eles discutirem uma vez, faz com que eles se sintam mais humanos." O estável trio dos seis primeiros filmes, em outras palavras, está estremecido.
O mais velho do grupo de atores principais, Rupert Grint foi mais rápido que os outros dois para se desligar de Hogwarts. Do escatológico (humorístico) "Pum - Emissão Impossível", lançado em 2002, à histórias recentes de amadurecimento, como "Lições de Vida" e "Cherrybomb", e até um papel de um aturdido e suposto badboy em "Wild Target", ele está se esforçando muito para tirar seu rótulo de Harry Potter.
A impressão de que ele está menos envolvido é reforçada pelo fato de que, ao lado de suas palavrosas co-estrelas, o mais tênue Grint pode parecer taciturno ao ponto de ser rabugento. Mas basta ele começar e é óbvio que ele compartilha muito da boa índole de Rony e se preocupa profundamente com Potter. Tanto que ele saudou a publicação de As Relíquias da Morte com algum pavor.
"Eu acho que fui o último a ler. Eu não sei porque não fiz isso antes, porque sou um grande fã dos livros; eu já lí todos eles. Mas eu estava nervoso porque ouvi falar de vários personagens morrendo e não chegando ao fim. E eu queria que Rony ficasse vivo!"
Lembrando das especulações antes do lançamento, sobre o destino de Rony, a precaução de Grint foi provavelmente garantida. Até porque se Rowling fosse matar algúem do trio, ele sempre pareceu o mais vulnerável. Mas ele não é o único personagem que tinha causado alarme ao passo que a série chegava a seu sangrento clímax. "Se torna um pouco como um filme de guerra. O castelo está pegando fogo com entulho e corpos jogados em todo lugar - e havia crianças também! É um pouco comovente. Muito intenso." Algo como privar o íntimo do Rony? "Definitivamente! Eles sempre mudaram a maneira como os feitiços são feitos. Antes nós tínhamos um coreógrafo para os duelos com varinhas, agora tudo é baseado em lutas com espadas."
E com a gravação finalmente terminada, ele está - como todo o elenco e a produção - experimentando estranhas emoções. "Parte de mim não quer que termine de verdade, porque eu adorei isso e tomou uma enorme parte da minha vida, essa rotina. Mas do mesmo jeito, foram 10 anos fazendo filmes de forma pesada, então é muito bom ter um pouco de liberdade. É só ser livre!"
Mas liberdade não é sempre fácil de obter. Hermione (Emma Watson) escapa das preocupações familiares que incomodam seu amigo Rony no filme - mas ela paga um preço alto. "O filme começa com Hermione limpando as lembranças [sobre ela] de seus pais e deixando sua casa. Você não lê isso no livro; você apenas sabe que ela o faz. Essa é uma cena que Steve (Kloves) e Dave (Yates) escreveram para o filme, com a qual eu fiquei feliz, porque você vê o sacrifício que Hermione e Roy fazem para serem amigos de Harry. Você vê as casas de Rony e de Harry. Mas você nunca teve realmente ideia da vida de Hermione fora de Hogwarts, fora da amizade, e isso é importante. Ela não está apenas deixando a escola por mais um ano. Você está tendo que escolher entre família e amigos; isso é muito duro. Eles oferecem uma xícara de chá a ela, completamente despreocupados de que algo possa acontecer, e então eu conjuro um feitiço que apaga as lembranças sobre mim. Há fotos por todo lugar, fotos reais da minha infância, e elas simplesmente somem. É horrível. E assim eu tenho que fechar a porta e seguir sozinha."
Apesar de não mostrar nenhuma vontade de aparecer mais que seus co-astros, Watson é frequentemente perseguida por tabloides. Tão famosa que seu corte de cabelo ganha a primeira página, ela parece estar aliviada por estar no centro dos Estúdios Leavesden, e por ter sito chamada para uma universidade nos EUA, a relativamente calma Brown ("Brown tem um pequeno campus então todo mundo está acostumado a me ver. Ninguém fica dando aquelas olhadas mais, o que é maravilhoso"). Para Watson, não foi a duração de gravar ou a expectativa de terminar que a estavam privando mais, mas a grande proporção e conteúdo desse filme.
"A carga emocional é muito maior. Esses dois filmes estão em um nível completamente diferente em termos do que eles têm exigido de mim física e emocionalmente. Eu fiz uma cena onde Rony tem metade do corpo dele estrunchado (o resultado de uma desaparatação mal-sucedida), e ele está coberto de sangue e minhas mãos estão cobertas de sangue e meu amigo está agonizando de dor nos meus braços, eu estou tentando salvá-lo. Eu também fui torturada; eu nunca tive que fazer uma cena de tortura antes. E ainda fisicamente... Houve muito esforço físico para, por assim dizer, dias a fio, você sabe, trabalhando com explosões porque existem muitas cenas de lutas. Quando os feitiços são atirados, eles tem toneladas de artigos pirotécnicos e isso assusta. Nenhuma atuação exigida; é absolutamente aterrorizante. Eu me sinto como se estivesse no exército. Então, é, foi uma cena muito, muito cansativa."
Não que alguém quisesse perguntar a ela sobre isto. Watson, cujos níveis além do esperado de Hermione continuam em Brown (lugar onde ela atuou numa peça de Chekhov), percebeu que neste filme os jornalistas estão interessados apenas em uma coisa: como foi beijar o Rony. "Acho que eu entendo. Este beijo entre Hermione e Rony é muito esperado, esta coisa tem crescido por oito filmes agora. E Harry Potter não é como Crepúsculo, sabe; não estamos vendendo sexo. Então, assim que há qualquer pequena dica disto, todos ficam bastante animados. Na verdade, foi muito estranho; não conseguíamos parar de rir. A coisa mais legal disto foi, antes de fazermos, ficarmos cara a cara dizendo algo tipo 'Deus, vai ser horrível, né?'. Mas com esperança, pelo menos 'parecerá' bom."
Apesar das corridas e lutas pelas floretas e vales ("Foi muito competitivo; a câmera estava com uma certa rapidez e nós numa espécie de corrida") e o trabalho dos dublês ("Quando eles usam pirotécnicos, há uma grande pressão para tudo dar certo"), o maior desastre de Watson no set aconteceu quando ela tentou gravar seu último momento na série.
"Eu errei ao usar uma câmera de segunda-mão, e esse homem muito gentil me convenceu de que eu precisava de uma câmera antiga preto e branco. Eu percebi que eu não tinha tirado foto alguma dos últimos 10 anos, então nessa hora eu fui perturbar todos mundo.”
Depois de dez anos e oito filmes, sobraram poucos fragmentos do trabalho de Potter para Radcliffe, Grint e Watson: alguma sobreposição de voz, então o furacão da turnê mundial promocional para as duas partes de Relíquias da Morte. Então eles vão seguir caminhos distintos: Radcliffe para a Broadway, em “How To Succeed In Business Without Really Trying”, e o papel de protagonista do "The Woman In Black" de Hammer; Grint a um filme biográfico de Eddie 'A Águia' Edwards; e Watson à faculdade. No momento, porém, é difícil imaginar um final para Potter, entretanto, boas vindas à finalização da maratona de filmagens que tinha tido. Como Radcliffe diz, "Ficarei triste por terminar a série, mas sentirei um grande sentimento de conquista quando finalizar este filme, porque terá sido a maior filmagem que provavelmente terei feito por toda a minha carreira. E, espero, todos manteremos contato. Provavelmente todos iremos interpretar professores nos remakes em 30 anos."
TRADUÇÃO COMPLETA! Para sugestões de tradução, ou aviso de erros na mesma, comente esta notícia.
Tags: Filmes, Relíquias da Morte, Atores / Atrizes, Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Fotos Oficiais, Entrevistas. Fonte: RGN.
Ontem foram divulgadas duas fotos de cenas importantes de "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte I". Hoje, até agora, foram divulgados 8 scans incluindo o da capa. Confira todos através dos seguintes links:
Capa da Revista EmpireEstamos fazendo o possível para divulgar a tradução completa em breve. Veja abaixo as citações do Trio a que a revista deu destaque:
Início da matéria sobre o fim da série
Continuação da matéria "O Longo Adeus"
Entrevistas e bastidores (Com foto do Trio)
Entrevistas e Bastidores (Harry com o espelho "de Sirius")
Photoshoot de Daniel Radcliffe INÉDITO
Photoshoot de Emma Watson INÉDITO
Photoshoot de Rupert Grint INÉDITO
"Antes nós tínhamos um coreógrafo para os duelos com varinhas, agora tudo é baseado em lutas com espadas" - Rupert Grint.
"Harry Potter não é Crepúsculo, você sabe, não estamos vendendo sexo" - Emma Watson
"Quero dizer, Voldemort me deixa nocauteado, e é isto o que o faz agir desta maneira" - Daniel Radcliffe
Entrevista Revista Empire - Setembro de 2010
Fonte: Revista Empire
Tradução: Jurandir Pacheco, Osmar Vitor, Rafael Figueiredo, Renato Delgado e Vinicius Alvarez
O LONGO ADEUS
Fonte: Revista Empire
Tradução: Jurandir Pacheco, Osmar Vitor, Rafael Figueiredo, Renato Delgado e Vinicius Alvarez
O LONGO ADEUS
Ser Daniel Radcliffe deve ser bizarro. De um lado, ele é uma estrela mundialmente conhecida. Um jovem que pode viver bem financeiramente por toda a vida mesmo que escolha nunca mais trabalhar. Do outro, ele parece ser absolutamente sem ego, um exuberante e eterna figura em constante perigo de ser ultrapassado pelos seus próprios pensamentos. Ainda frágil e com a aparência de um garoto, ele está a um mundo de distancia de super-heróis, homens do espaço e espiões, enquanto nós esperamos para ver o maior filme de toda a série. Ele não age como uma estrela. Seu camarim é cercado de livros. Em uma parede está uma estranha coleção colorida de pinturas, desenhos e nomes rabiscados. Ou até mesmo pôsteres com suas próprias caretas neles. “Para o meu aniversário desse ano” – diz ele – “A idéia era pegar várias pessoas do elenco para fazermos algo, e isso foi se tornando uma obra-prima! Eu não estou certo disso, mas eu a amo, pois conheço todos que estão aqui.”
A alegria e a energia de Radcliffe estão certamente presentes quando a Empire encontrou-se com ele durante nossa terceira visita ao set de Harry Potter e as Relíquias da Morte, em março de 2010.
Como o bruxo principal do filme, Radcliffe naturalmente trabalhou mais dias nas seis prévias dos filmes (cerca de 150 dias cada), desde o envolvimento do filme, e Radcliffe estava em quase todas as cenas. “Os primeiros dois ou três meses foram todos inúteis, mas então depois disso, por trás dos estúdios você ganha um ritmo muito, muito rápido. E então você mal percebe o tempo passar, para ser honesto.”
A parte I e a parte II de Relíquias da Morte apresentam furos de enredo. O FILME APRESENTA Radcliffe com algumas cenas quase impossíveis: uma caminhada para a morte certa, e um estranho encontro após a morte em um lugar que parece ser a estação de King’s Cross. “Eu tive que aumentar a mim mesmo nessas duas cenas. Elas são as duas que eu tenho que ser o melhor.” – diz Daniel – “Nós filmamos em um estúdio branco, mas eles inseriram uma fantasmagórica King’s Cross posteriormente.” O final de Potter, em outras palavras, vai a um lugar que não conhecemos ainda. A primeira parte será uma grande jornada, quase que totalmente fora de Hogwarts, em que o trio Harry, Rony e Hermione estão fugindo de Voldemort e seus comensais da morte com um grande toque de suspense; a segunda parte mostra a escola em entulhos durante a batalha de Voldemort.
Durante Agosto de 2009, a Empire visitou o set de Harry Potter e presenciou uma cena particularmente complexa, na qual Harry e seus amigos bebem Poção Polisuco para se transformarem em cópias de Harry. O plano é que todos deixem a Rua dos Alfeneiros indo em diferentes direções. “Eu estou tão contente por você ter visto isso!” – dizia ele – “Nós fizemos 95 tomadas dessa cena. Estávamos apostando quantas tomadas seriam, mas ninguém ganhou, pois ninguém achava que seriam tantas. Mas no fim do dia eles nos mostraram uma versão inicial da cena, e ficou simplesmente brilhante! Normalmente, quando você se depara com essa coisa de dois filmes para uma mesma trama, fica muito ciente de que eles não vão se comunicar de forma fácil, levando em conta que nessa cena está tudo se sobrepondo e todo mundo se ultrapassando. É sem dúvida um bom início. Mas aqui vai minha dúvida: "Por quê Harry não se transforma em alguém diferente já que todos se transformaram nele? Estávamos todos imaginando; nós não poderíamos resolver isso no set."
A trama se finca de maneira à parte, esse filme - Parte II em particular - apresenta Radcliffe com um par de cenas quase impossíveis: uma caminhada à indubitável morte, e um estranho encontro na vida após a morte no que parece ser a estação King's Cross. "Eu estive me preparando para essas duas cenas durante todo o filme. São essas duas as que tenho que fazer direito. Eu não acho que eu provavelmente fiz essas duas de maneira brilhante no final, porque eu estava sempre pressionando a mim mesmo, o que é bem estúpido", disse ele com característica autodesaprovação. "Nós a filmamos em um espaço branco, mas eles vão inserir uma King's Cross espectral na edição. Health & Safety esteve lá, falando às pessoas que elas tinham que usar óculos escuros porque era um brilho branco muito forte."
O final de Potter, em outras palavras, vai para lugares nunca vistos antes. E se a Parte I é uma jornada episódica ("Jo Rowling me escreveu um nota quando ela estava escrevendo o último livro, e disse que era um filme de estrada bizarro, absolutamente preciso"), a Parte II vai ser muito maior em escala; o diretor David Yates a acha lírica. Radcliffe parece preocupado. "Lírica? David disse isso? Ele não me falou sobre isso. Eu suponho que há lirismo na parte em que eu tenho 20 minutos para morrer e então, subitamente, me nego a isso, e assim tenho uma morte épica. A segunda parte é apenas uma perseguição implacável que se transforma em uma batalha e não para; você apenas tem uma chance de recuperar o fôlego. A batalha de Hogwarts, basicamente, é a segunda metade do último filme, e é incrível! No pátio há uma pilha enorme de entulho, você quase deseja que tanques Panzer passem sobre isso. Parecia o filme perfeito da Segunda Guerra Mundial. O que há de bom sobre Potter é que nós sempre conseguimos manter a história e os personagens como foco, mesmo quando a ação é em torno deles, por isso tenho esperança de que nós seremos capazes de permanecer fiel a isso. Estou certo de que seremos".
Então, este é Harry adulto? "Alguém disse para mim outro dia 'Este é o ponto em que Harry se torna um homem?', e o negócio é, eu não acho que ele faz isso nesse filme, porque a questão é, ele ainda tem 17. Quero dizer, Voldemort me deixa nocauteado, e é isto o que o faz agir desta maneira: o fato de que Harry ainda é uma criança e o está tirando do sério. Ver ele brutalizando e desesperadamente tentando matar um garoto de 17 anos esperançosamente irá agitar algumas pessoas."
Radcliffe não é o único a enfrentar este forte drama. O Rony de Rupert Grint, por seis filmes trazendo uma veia cômica à série, desa vez traz um trabalho totalmente novo. O diretor David Yates diz, "Quando você vê a [Relíquias da Morte] parte 1, é realmente intrigane, porque Rupert, que sempre ficou com as partes engraçadas, interpreta cenas com muita densidade emocional."
Rupert, falando com a Empire logo depois do fim das filmagens, concorda: "É difícil para Rony, acho, pois se ele quiser ser um amigo leal, significa que ele terá de sacrificar o convívio com a família, e isso é algo que o preocupa. Você começa a notar esta paranoia a partir do momento em que ele vê Hermione e Harry se aproximando e ele não está totalmente confiando na força de Harry. As coisas começam a esquentar aí. Mas, pelo fato de eles discutirem uma vez, faz com que eles se sintam mais humanos." O estável trio dos seis primeiros filmes, em outras palavras, está estremecido.
O mais velho do grupo de atores principais, Rupert Grint foi mais rápido que os outros dois para se desligar de Hogwarts. Do escatológico (humorístico) "Pum - Emissão Impossível", lançado em 2002, à histórias recentes de amadurecimento, como "Lições de Vida" e "Cherrybomb", e até um papel de um aturdido e suposto badboy em "Wild Target", ele está se esforçando muito para tirar seu rótulo de Harry Potter.
A impressão de que ele está menos envolvido é reforçada pelo fato de que, ao lado de suas palavrosas co-estrelas, o mais tênue Grint pode parecer taciturno ao ponto de ser rabugento. Mas basta ele começar e é óbvio que ele compartilha muito da boa índole de Rony e se preocupa profundamente com Potter. Tanto que ele saudou a publicação de As Relíquias da Morte com algum pavor.
"Eu acho que fui o último a ler. Eu não sei porque não fiz isso antes, porque sou um grande fã dos livros; eu já lí todos eles. Mas eu estava nervoso porque ouvi falar de vários personagens morrendo e não chegando ao fim. E eu queria que Rony ficasse vivo!"
Lembrando das especulações antes do lançamento, sobre o destino de Rony, a precaução de Grint foi provavelmente garantida. Até porque se Rowling fosse matar algúem do trio, ele sempre pareceu o mais vulnerável. Mas ele não é o único personagem que tinha causado alarme ao passo que a série chegava a seu sangrento clímax. "Se torna um pouco como um filme de guerra. O castelo está pegando fogo com entulho e corpos jogados em todo lugar - e havia crianças também! É um pouco comovente. Muito intenso." Algo como privar o íntimo do Rony? "Definitivamente! Eles sempre mudaram a maneira como os feitiços são feitos. Antes nós tínhamos um coreógrafo para os duelos com varinhas, agora tudo é baseado em lutas com espadas."
E com a gravação finalmente terminada, ele está - como todo o elenco e a produção - experimentando estranhas emoções. "Parte de mim não quer que termine de verdade, porque eu adorei isso e tomou uma enorme parte da minha vida, essa rotina. Mas do mesmo jeito, foram 10 anos fazendo filmes de forma pesada, então é muito bom ter um pouco de liberdade. É só ser livre!"
Mas liberdade não é sempre fácil de obter. Hermione (Emma Watson) escapa das preocupações familiares que incomodam seu amigo Rony no filme - mas ela paga um preço alto. "O filme começa com Hermione limpando as lembranças [sobre ela] de seus pais e deixando sua casa. Você não lê isso no livro; você apenas sabe que ela o faz. Essa é uma cena que Steve (Kloves) e Dave (Yates) escreveram para o filme, com a qual eu fiquei feliz, porque você vê o sacrifício que Hermione e Roy fazem para serem amigos de Harry. Você vê as casas de Rony e de Harry. Mas você nunca teve realmente ideia da vida de Hermione fora de Hogwarts, fora da amizade, e isso é importante. Ela não está apenas deixando a escola por mais um ano. Você está tendo que escolher entre família e amigos; isso é muito duro. Eles oferecem uma xícara de chá a ela, completamente despreocupados de que algo possa acontecer, e então eu conjuro um feitiço que apaga as lembranças sobre mim. Há fotos por todo lugar, fotos reais da minha infância, e elas simplesmente somem. É horrível. E assim eu tenho que fechar a porta e seguir sozinha."
Apesar de não mostrar nenhuma vontade de aparecer mais que seus co-astros, Watson é frequentemente perseguida por tabloides. Tão famosa que seu corte de cabelo ganha a primeira página, ela parece estar aliviada por estar no centro dos Estúdios Leavesden, e por ter sito chamada para uma universidade nos EUA, a relativamente calma Brown ("Brown tem um pequeno campus então todo mundo está acostumado a me ver. Ninguém fica dando aquelas olhadas mais, o que é maravilhoso"). Para Watson, não foi a duração de gravar ou a expectativa de terminar que a estavam privando mais, mas a grande proporção e conteúdo desse filme.
"A carga emocional é muito maior. Esses dois filmes estão em um nível completamente diferente em termos do que eles têm exigido de mim física e emocionalmente. Eu fiz uma cena onde Rony tem metade do corpo dele estrunchado (o resultado de uma desaparatação mal-sucedida), e ele está coberto de sangue e minhas mãos estão cobertas de sangue e meu amigo está agonizando de dor nos meus braços, eu estou tentando salvá-lo. Eu também fui torturada; eu nunca tive que fazer uma cena de tortura antes. E ainda fisicamente... Houve muito esforço físico para, por assim dizer, dias a fio, você sabe, trabalhando com explosões porque existem muitas cenas de lutas. Quando os feitiços são atirados, eles tem toneladas de artigos pirotécnicos e isso assusta. Nenhuma atuação exigida; é absolutamente aterrorizante. Eu me sinto como se estivesse no exército. Então, é, foi uma cena muito, muito cansativa."
Não que alguém quisesse perguntar a ela sobre isto. Watson, cujos níveis além do esperado de Hermione continuam em Brown (lugar onde ela atuou numa peça de Chekhov), percebeu que neste filme os jornalistas estão interessados apenas em uma coisa: como foi beijar o Rony. "Acho que eu entendo. Este beijo entre Hermione e Rony é muito esperado, esta coisa tem crescido por oito filmes agora. E Harry Potter não é como Crepúsculo, sabe; não estamos vendendo sexo. Então, assim que há qualquer pequena dica disto, todos ficam bastante animados. Na verdade, foi muito estranho; não conseguíamos parar de rir. A coisa mais legal disto foi, antes de fazermos, ficarmos cara a cara dizendo algo tipo 'Deus, vai ser horrível, né?'. Mas com esperança, pelo menos 'parecerá' bom."
Apesar das corridas e lutas pelas floretas e vales ("Foi muito competitivo; a câmera estava com uma certa rapidez e nós numa espécie de corrida") e o trabalho dos dublês ("Quando eles usam pirotécnicos, há uma grande pressão para tudo dar certo"), o maior desastre de Watson no set aconteceu quando ela tentou gravar seu último momento na série.
"Eu errei ao usar uma câmera de segunda-mão, e esse homem muito gentil me convenceu de que eu precisava de uma câmera antiga preto e branco. Eu percebi que eu não tinha tirado foto alguma dos últimos 10 anos, então nessa hora eu fui perturbar todos mundo.”
Depois de dez anos e oito filmes, sobraram poucos fragmentos do trabalho de Potter para Radcliffe, Grint e Watson: alguma sobreposição de voz, então o furacão da turnê mundial promocional para as duas partes de Relíquias da Morte. Então eles vão seguir caminhos distintos: Radcliffe para a Broadway, em “How To Succeed In Business Without Really Trying”, e o papel de protagonista do "The Woman In Black" de Hammer; Grint a um filme biográfico de Eddie 'A Águia' Edwards; e Watson à faculdade. No momento, porém, é difícil imaginar um final para Potter, entretanto, boas vindas à finalização da maratona de filmagens que tinha tido. Como Radcliffe diz, "Ficarei triste por terminar a série, mas sentirei um grande sentimento de conquista quando finalizar este filme, porque terá sido a maior filmagem que provavelmente terei feito por toda a minha carreira. E, espero, todos manteremos contato. Provavelmente todos iremos interpretar professores nos remakes em 30 anos."
TRADUÇÃO COMPLETA! Para sugestões de tradução, ou aviso de erros na mesma, comente esta notícia.
Tags: Filmes, Relíquias da Morte, Atores / Atrizes, Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Fotos Oficiais, Entrevistas. Fonte: RGN.
















02/Sep
2010
essa foi a melhor!!!!