Por Renato Delgado, em
28 de fevereiro de 2010 às 20h34. 9 Comentários.
O diretor de arte Bruno Delbonnel, que garantiu a "Enigma do
Príncipe" uma indicação ao Oscar, falou recentemente com
a Academia sobre quais foram as cenas mais memoráveis do sexto filme e também as mais desafiadoras.
Segundo o cinegrafista, o momento mais memorável para ele no longa foi quando era desenvolvida a cena da caverna, quando as luzes desapareciam do rosto de Dumbledore repentinamente, no meio de uma de suas falas:
Qual foi o momento mais memorável neste filme?
Acho que foi quando vi o desenvolvimento da cena da caverna e quando vi as luzes desaparecendo no rosto de Dumbledore repentinamente, no meio de uma de suas falas. Para mim, instantaneamente adicionou tensão e drama apenas com o uso de luz desta maneira tão simples. Mas houve alguns outros momentos como trabalhar com Stuart Craig, este designer de produção fantástico. Compartilhamos muitas ideias e seu entusiasmo foi maravilhoso. E caminhar em seus sets é simplesmente algo que nunca havia experimentado naquele nível. Houve muitos momentos memoráveis...
Quando você assiste ao filme agora, quais são seus pensamentos sobre ele?
É uma pergunta complicada. Estou feliz por ter feito ele, acho que está muito bom, mas agora estou em outra. Quero tentar algo diferente. Acho que foi provavelmente por isto que disse não ao último Harry Potter quando me chamaram. Acho que tive medo de me repetir. Precisava passar por cima.
Qual foi o maior desafio que você enfrentou ao dirigir o filme pelo qual você foi nomeado?
Primeiramente, acho que iria ser tão bom quanto os cinegrafistas anteriores que trabalharam em Harry Potter: John Seale, Roger Pratt, Michael Seresin, Slawomir Idziak. Ser tão bom, mas diferente. Alguns dos sets estavam lá desde o primeiro Potter. Como poderia iluminá-los de maneira diferente? Esta pergunta trouxe uma outra baseada na própria série. Era o Potter número seis, a história era menos sobre grandes lutas e mais sobre relações entre os personagens. Mas o drama ainda está lá e pensei que seria interessante ter todas estas histórias íntimas acopladas a este clima sombrio. Como se a própria escola fosse uma personagem sombria. Foi quando sugeri ir novamente nos tons de cinza. Felizmente, David Yates e os produtores adoraram a ideia. Então em termos de desafios técnicos, tive esta ideia para a cena com a ilha de cristal na caverna, adicionar esta luz móvel. Queria ter algo como um "dinamismo" com a luz. A cena é meio estática na frente da bacia de cristal em uma ilha que não era lá tão grande. Pensei que pudesse ser interessante e mais dramático se a luz estivesse flutuando, circulando por cima dos rostos dos personagens; algumas vezes iluminando-os, outras vezes escondendo-os de uma maneira muito randômica e imprevisível. Para isto, coloquei uma caixinha de 6kw numa cabeça remota no final de um Technocrane de 15 metros que estava operando. Foi uma ideia desafiadora, pois era minha única luz e não tinha outra chance; digo que o que era escuro era realmente escuro. Mas foi um desafio interessante (talvez eu seja o único que pense assim...)
Tags: Filmes, Enigma do Príncipe. Fonte: Portkey.
Segundo o cinegrafista, o momento mais memorável para ele no longa foi quando era desenvolvida a cena da caverna, quando as luzes desapareciam do rosto de Dumbledore repentinamente, no meio de uma de suas falas:
"Para mim, instantaneamente adicionou tensão e drama apenas com o uso de luz desta maneira tão simples. Mas houve alguns outros momentos como trabalhar com Stuart Craig, este designer de produção fantástico. Compartilhamos muitas ideias e seu entusiasmo foi maravilhoso. E caminhar em seus sets é simplesmente algo que nunca havia experimentado naquele nível. Houve muitos momentos memoráveis...A premiação do Oscar será realizada no dia 7 de março, uma segunda-feira, em Los Angeles e deve ser exibida pelo TNT ao vivo.
Questionário do nomeado
Oscar - fevereiro de 2010
Tradução: Renato Delgado
Oscar - fevereiro de 2010
Tradução: Renato Delgado
Qual foi o momento mais memorável neste filme?
Acho que foi quando vi o desenvolvimento da cena da caverna e quando vi as luzes desaparecendo no rosto de Dumbledore repentinamente, no meio de uma de suas falas. Para mim, instantaneamente adicionou tensão e drama apenas com o uso de luz desta maneira tão simples. Mas houve alguns outros momentos como trabalhar com Stuart Craig, este designer de produção fantástico. Compartilhamos muitas ideias e seu entusiasmo foi maravilhoso. E caminhar em seus sets é simplesmente algo que nunca havia experimentado naquele nível. Houve muitos momentos memoráveis...
Quando você assiste ao filme agora, quais são seus pensamentos sobre ele?
É uma pergunta complicada. Estou feliz por ter feito ele, acho que está muito bom, mas agora estou em outra. Quero tentar algo diferente. Acho que foi provavelmente por isto que disse não ao último Harry Potter quando me chamaram. Acho que tive medo de me repetir. Precisava passar por cima.
Qual foi o maior desafio que você enfrentou ao dirigir o filme pelo qual você foi nomeado?
Primeiramente, acho que iria ser tão bom quanto os cinegrafistas anteriores que trabalharam em Harry Potter: John Seale, Roger Pratt, Michael Seresin, Slawomir Idziak. Ser tão bom, mas diferente. Alguns dos sets estavam lá desde o primeiro Potter. Como poderia iluminá-los de maneira diferente? Esta pergunta trouxe uma outra baseada na própria série. Era o Potter número seis, a história era menos sobre grandes lutas e mais sobre relações entre os personagens. Mas o drama ainda está lá e pensei que seria interessante ter todas estas histórias íntimas acopladas a este clima sombrio. Como se a própria escola fosse uma personagem sombria. Foi quando sugeri ir novamente nos tons de cinza. Felizmente, David Yates e os produtores adoraram a ideia. Então em termos de desafios técnicos, tive esta ideia para a cena com a ilha de cristal na caverna, adicionar esta luz móvel. Queria ter algo como um "dinamismo" com a luz. A cena é meio estática na frente da bacia de cristal em uma ilha que não era lá tão grande. Pensei que pudesse ser interessante e mais dramático se a luz estivesse flutuando, circulando por cima dos rostos dos personagens; algumas vezes iluminando-os, outras vezes escondendo-os de uma maneira muito randômica e imprevisível. Para isto, coloquei uma caixinha de 6kw numa cabeça remota no final de um Technocrane de 15 metros que estava operando. Foi uma ideia desafiadora, pois era minha única luz e não tinha outra chance; digo que o que era escuro era realmente escuro. Mas foi um desafio interessante (talvez eu seja o único que pense assim...)
Tags: Filmes, Enigma do Príncipe. Fonte: Portkey.
















28/Feb
2010
Que pena que ficou tão diferente do livro :\